Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 12 de dezembro de 2025

Os salários pagos a partir de janeiro de 2026 já estarão enquadrados na nova regra do Imposto de Renda que amplia a faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A mudança foi confirmada pelo governo federal após a sanção da lei que altera a tabela do IR, uma das principais promessas econômicas da atual gestão.
Com a nova regra, rendimentos mensais de até R$ 5.000 passam a ser totalmente isentos do imposto, beneficiando milhões de trabalhadores formais, aposentados e pensionistas. A medida entra em vigor automaticamente para os salários pagos em 2026, sem necessidade de adesão ou solicitação por parte do contribuinte.
Na prática, quem hoje tem desconto mensal de IR na folha de pagamento poderá perceber aumento no salário líquido, já que o imposto deixará de ser retido na fonte. Para quem recebe acima desse valor, a tributação continuará ocorrendo apenas sobre a parcela que exceder os R$ 5 mil, respeitando as alíquotas progressivas. Segundo o governo, a ampliação da isenção busca recompor o poder de compra da população, reduzir a carga tributária sobre a renda do trabalho e estimular o consumo interno. A mudança também afeta diretamente o cálculo do imposto anual, já que rendimentos isentos na fonte não entram na base de cálculo da declaração.
A Receita Federal deve publicar, nas próximas semanas, a tabela atualizada com as faixas de tributação e orientações operacionais para empresas, contadores e sistemas de folha de pagamento, garantindo que os ajustes sejam feitos antes do início de 2026.
Visão Bolso do Investidor
A ampliação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil representa um alívio importante para o orçamento das famílias e tende a aumentar a renda disponível mensal. Do ponto de vista financeiro, esse ganho pode ser uma oportunidade estratégica para organizar as finanças, reduzir dívidas e direcionar parte do valor economizado para investimentos, especialmente para a formação de uma reserva de emergência, que se torna ainda mais relevante em um cenário de juros elevados e incertezas econômicas.
Fontes: Infomoney; Bolso do Investidor
