Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 12 de janeiro de 2026

Após um ano marcado por forte volatilidade no mercado de criptomoedas, os investidores iniciam 2026 mais cautelosos, porém atentos a oportunidades seletivas. A lógica predominante deixou de ser a busca por ganhos rápidos e passou a priorizar ativos com liquidez, tese clara e uso real, segundo analistas ouvidos pelo InfoMoney.
As recomendações reunidas para janeiro foram compiladas a partir de seis instituições, entre gestoras, exchanges e casas de análise, e mostram uma mudança relevante: embora siga como peça central nas carteiras, o Bitcoin não lidera o ranking desta vez. A Solana aparece como o ativo mais indicado no início do ano.
Criptomoedas mais recomendadas para janeiro
| Ativo | Nº de recomendações | Retorno em 30 dias |
| Solana (SOL) | 6 | -1,50% |
| Bitcoin (BTC) | 5 | -2,55% |
| Ethereum (ETH) | 5 | -7,44% |
| Chainlink (LINK) | 3 | -9,29% |
| Arbitrum (ARB) | 2 | -7,55% |
Fontes: Foxbit, Mercado Bitcoin, Empiricus, Boost Research, NovaDax e MEXC.
Por que cada ativo aparece na lista?
Solana (SOL)
A tese da Solana segue forte por combinar alta performance e baixo custo, características que favorecem aplicações em jogos, apps sociais e redes de pagamento. Analistas destacam que, enquanto o Ethereum pode enfrentar desaceleração pontual, redes alternativas com uso real continuam atraindo volume e liquidez, beneficiando a SOL no curto prazo.
Bitcoin (BTC)
Mesmo sem liderar as indicações, o Bitcoin permanece como ativo essencial em carteiras cripto. A leitura é de que a adoção institucional crescente e o avanço das regulações nos Estados Unidos reforçam seu papel como principal beneficiário do processo de legitimação da tecnologia blockchain.
Ethereum (ETH)
O ETH segue visto como o pilar da economia descentralizada, funcionando não apenas como meio de pagamento, mas como unidade de valor de um amplo ecossistema de aplicações. O crescimento das dApps e a dinâmica de oferta influenciada pelo staking mantêm o ativo como termômetro do setor, sobretudo para investidores institucionais.
Chainlink (LINK)
A Chainlink aparece como infraestrutura crítica do mercado cripto. Sua função de conectar blockchains a dados do mundo real viabiliza aplicações como oráculos de preço, tokenização e integração com o sistema financeiro tradicional. Parcerias com grandes instituições colocam o projeto em posição estratégica caso a narrativa de ativos reais on-chain avance em 2026.
Arbitrum (ARB)
Inserido no ecossistema Ethereum, o Arbitrum se destaca como solução de escalabilidade com taxas reduzidas. A expectativa é que o projeto capture parte do fluxo de capital que busca eficiência operacional sem abrir mão da segurança da rede principal.
Visão Bolso do Investidor
O ranking de janeiro reforça que o mercado cripto entra em 2026 em uma fase mais madura e seletiva. A preferência por Solana, ao lado de Bitcoin e Ethereum, indica que investidores estão priorizando projetos com uso comprovado, infraestrutura relevante e liquidez, em vez de apostas puramente especulativas. Para o investidor, o cenário sugere disciplina na alocação, diversificação e foco no papel estratégico que cada ativo exerce dentro da carteira, e não apenas no potencial de valorização de curto prazo.
Fontes:
- InfoMoney
