Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 9 de janeiro de 2026

A Suprema Corte dos Estados Unidos pode se pronunciar ainda nesta sexta-feira sobre a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump sem aval do Congresso. A decisão, caso ocorra, tem potencial de impactar profundamente a política comercial americana, o equilíbrio fiscal do governo e empresas em diversos países.
O julgamento analisa se Trump extrapolou seus poderes ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa), de 1977, para impor tarifas chamadas de “recíprocas” a centenas de parceiros comerciais. Durante as sustentações orais, ministros conservadores e liberais demonstraram ceticismo quanto ao alcance da lei, aumentando a percepção de risco para o governo.
Caso a Corte considere ilegal o uso da Ieepa, o próximo passo será definir se o governo americano deverá reembolsar importadores que já pagaram os tributos. Estimativas do Tesouro indicam que as tarifas renderam cerca de US$ 195 bilhões em 2025, com outros US$ 65 bilhões previstos apenas no primeiro trimestre de 2026. Analistas calculam que os reembolsos poderiam chegar a US$ 150 bilhões.
Apesar disso, integrantes do governo sinalizam que uma derrota judicial não encerraria o tarifaço. O secretário do Tesouro afirmou que existem outras bases legais, como a Lei de Comércio de 1962, que permitiriam manter tarifas em níveis semelhantes, ainda que com menor flexibilidade para uso político e diplomático.
No mercado, a expectativa é de que a Suprema Corte adote uma decisão intermediária, limitando os poderes presidenciais sem desmontar integralmente o sistema tarifário. Executivos e investidores acompanham o caso de perto, diante do impacto potencial sobre cadeias globais de suprimento, inflação e contas públicas dos EUA.
Visão Bolso do Investidor
Mais do que uma disputa jurídica, o julgamento testa os limites institucionais da política comercial americana. Um revés para Trump pode reduzir a previsibilidade das tarifas como instrumento de negociação, enquanto um aval amplo reforçaria o poder do Executivo. Em ambos os cenários, a decisão tende a influenciar mercados globais, custos de importação e estratégias de investimento em 2026.
Fontes: InfoMoney
