Suzano registra lucro de R$ 1,96 bilhão no 3º trimestre, mas resultado cai 39% em um ano

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 6 de novembro de 2025

A Suzano (SUZB3), maior produtora global de celulose de eucalipto, divulgou nesta quinta-feira (5) lucro líquido de R$ 1,96 bilhão no terceiro trimestre de 2025, queda de 39% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado ficou levemente acima das expectativas do mercado, que projetava R$ 1,76 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG junto a analistas do setor.

O Ebitda ajustado — lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações — somou R$ 5,2 bilhões, representando uma retração de 20% frente ao terceiro trimestre de 2024. A performance, no entanto, ficou em linha com as estimativas do mercado.

A receita líquida totalizou R$ 12,15 bilhões, queda de 1% em doze meses, mas ainda superior à previsão média dos analistas, de R$ 12 bilhões.

Custos e margens operacionais

O custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 812 por tonelada, ante R$ 838 no segundo trimestre e R$ 932 no mesmo período do ano passado, refletindo maior eficiência operacional e controle de despesas.

O preço médio da celulose vendida foi de US$ 524 por tonelada, 22% abaixo do valor registrado no terceiro trimestre de 2024, o que pressionou as margens da companhia.

A margem Ebitda ajustada atingiu cerca de 43%, resultado impactado pela queda de preços internacionais, mas parcialmente compensado pelo câmbio e pela redução de custos.

Estrutura financeira

A alavancagem em dólares ficou em 3,3 vezes o Ebitda, ligeiramente acima das 3,1 vezes observadas no mesmo período de 2024.

A companhia destacou que segue com posição sólida de caixa e gestão conservadora da dívida, mantendo foco na disciplina financeira em um cenário de volatilidade cambial.


Visão Bolso do Investidor

Apesar da retração no lucro e na receita, a Suzano demonstra resiliência operacional e forte geração de caixa em um ambiente de preços internacionais ainda pressionados.
A queda do preço da celulose impacta diretamente a rentabilidade, mas a redução consistente de custos e alavancagem controlada reforçam a capacidade da empresa de sustentar resultados sólidos no longo prazo.
Para o investidor, o desempenho indica que a Suzano mantém fundamentos saudáveis, mas o setor continua sensível ao ciclo global de commodities e à demanda da China — principal destino das exportações brasileiras de celulose.

Fontes:

  • InfoMoney