Tarcísio tem menor rejeição entre nomes da direita, aponta Quaest

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 16 de dezembro de 2025

A mais recente pesquisa Genial/Quaest mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é hoje o nome da direita com menor índice de rejeição entre os principais potenciais candidatos à Presidência da República em 2026. O levantamento indica que 47% dos eleitores dizem conhecê-lo e não votariam nele, percentual inferior ao registrado por outros líderes do campo conservador e também menor que o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (54%).

No mesmo recorte, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro aparecem com rejeição de 60% cada, reforçando as dificuldades do grupo bolsonarista em reduzir resistências no eleitorado. O desempenho de Tarcísio chama atenção justamente por indicar um perfil menos polarizador no atual cenário político.

Apesar da rejeição mais baixa, o potencial de voto do governador paulista ainda é limitado. Apenas 25% dos entrevistados afirmam que conhecem Tarcísio e votariam nele, enquanto 28% dizem não conhecê-lo. O dado revela que o principal desafio do governador é ampliar seu nível de conhecimento nacional, já que ainda não atingiu o grau de exposição de nomes como Lula e Bolsonaro.

Na comparação com outros governadores cotados para a disputa presidencial, Tarcísio aparece à frente de Romeu Zema e Ronaldo Caiado em termos de rejeição, mas segue em posição intermediária quando o critério é projeção nacional. O resultado reforça a leitura de que ele surge como um ativo competitivo da direita, ainda em fase de consolidação.

Visão Bolso do Investidor

Os números da Quaest indicam um cenário político ainda aberto para 2026, com espaço para construção de novas lideranças fora da polarização tradicional. A combinação de rejeição mais baixa e conhecimento ainda incompleto sugere que o desempenho futuro de Tarcísio dependerá menos da rejeição, seu principal trunfo, e mais da capacidade de ampliar visibilidade, discurso e alianças. Para o investidor, pesquisas como essa ajudam a mapear riscos políticos e possíveis impactos sobre expectativas econômicas, especialmente em um ambiente sensível a eleições e mudanças de rumo na política econômica.

Fontes: Estadão Conteúdo; Infomoney