Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 28 de novembro de 2025

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (28) que o Brasil vai acelerar as negociações com os Estados Unidos para reduzir as tarifas mais altas aplicadas aos produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano. Segundo ele, o governo tem “pressa” para reverter o tarifaço que ainda atinge cerca de 22% das exportações do país, com impacto principalmente sobre segmentos industriais, como máquinas e equipamentos.
Alckmin destacou que a distorção tarifária prejudica a competitividade brasileira e não faz sentido manter alíquotas elevadas quando, entre os dez produtos que os EUA mais exportam ao Brasil, oito entram com tarifa zero e a tarifa média é de apenas 2,7%. Para o vice-presidente, há espaço para construir uma relação comercial mais equilibrada e vantajosa para os dois lados, com aumento de investimentos, ampliação do comércio e mais oportunidades de complementação econômica.
Segundo ele, o presidente Lula determinou que o diálogo com Washington seja contínuo e objetivo. Alckmin reforçou que resolver o tema rapidamente é fundamental para aumentar as vendas externas brasileiras, o que significa mais emprego e renda dentro do país.
Apesar das tarifas elevadas, o vice-presidente lembrou que as exportações brasileiras cresceram 9,1% em outubro, mostrando resiliência mesmo em um ambiente adverso. Ele também destacou a expectativa de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia em 20 de dezembro, considerado um movimento estratégico para ampliar o acesso do Brasil a novos mercados. Alckmin aproveitou ainda para comentar a taxa de desemprego de 5,4% divulgada pelo IBGE, a menor da série histórica para o trimestre encerrado em outubro. Para ele, o cenário atual é positivo e pode melhorar ainda mais caso o comércio exterior avance com maior intensidade.
Visão Bolso do Investidor
A aceleração das negociações com os Estados Unidos pode abrir espaço para uma nova fase da indústria brasileira no cenário global. Reduções tarifárias aumentam competitividade, impulsionam exportações e ampliam a capacidade das empresas brasileiras de acessar mercados de alto poder de consumo. Para o investidor, políticas de abertura e acordos comerciais podem fortalecer setores ligados à indústria, infraestrutura e logística, além de melhorar expectativas para companhias exportadoras. Monitorar esses movimentos é essencial para identificar oportunidades de longo prazo em empresas bem posicionadas para um ambiente mais favorável ao comércio internacional.
Fontes: Estadão; InfoMoney
