Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 16 de janeiro de 2026

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, recebeu um convite formal do PSB para disputar uma vaga majoritária em São Paulo nas eleições de 2026 e tem uma conversa marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fim do mês para definir seu futuro político.
O movimento atende ao interesse do Palácio do Planalto de montar um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país, com cerca de 33,5 milhões de eleitores. Tebet já sinalizou a aliados que apoiará Lula na tentativa de reeleição e que aceitará a missão eleitoral que lhe for proposta.
Caso dispute São Paulo, a ministra deverá deixar o MDB, legenda à qual é filiada há 27 anos. O partido controla a Prefeitura da capital com Ricardo Nunes e apoia o governador Tarcísio de Freitas, ambos alinhados à oposição nacional. Integrantes do MDB avaliam que não haveria espaço para uma candidatura de Tebet em São Paulo pela sigla com apoio de Lula.
Aliados do presidente veem Tebet como um nome com potencial para disputar o Senado, a vice ao governo ou até encabeçar uma chapa estadual, caso outros nomes, como Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, não entrem na corrida. No PSB, o convite é defendido como estratégia para fortalecer a bancada e atrair um nome de projeção nacional, com o aval do presidente da legenda, João Campos.
A decisão final dependerá de pesquisas eleitorais e da conversa direta com Lula. Tebet não comentou publicamente.
Visão Bolso do Investidor
A eventual candidatura de Simone Tebet em São Paulo sinaliza uma tentativa do governo de ampliar seu alcance eleitoral no Sudeste com um perfil de centro, capaz de dialogar além da base tradicional do PT. Para o mercado, o desfecho importa menos pelo nome em si e mais pela leitura de estabilidade política e articulação no maior estado do país, fator relevante para expectativas fiscais, reformas e governabilidade em 2026.
Fontes: InfoMoney
