Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 9 de fevereiro de 2026

O Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira que concedeu mandato para uma nova emissão de títulos soberanos em dólares no mercado internacional. A operação inclui o lançamento de um novo papel de referência com prazo de 10 anos, com vencimento em 2036, além da reabertura do título de 30 anos conhecido como Global 2056.
Segundo comunicado oficial, a estratégia busca fortalecer a liquidez da curva de juros soberana brasileira em moeda estrangeira, criando parâmetros de preços para empresas que também captam recursos no exterior. A medida também antecipa o financiamento de vencimentos futuros da dívida externa.
Estratégia de alongamento da dívida
A emissão faz parte do plano do governo de manter presença regular nos mercados internacionais e alongar o perfil da dívida pública. Ao oferecer papéis com prazos mais longos, o Tesouro reduz riscos de concentração de pagamentos em períodos curtos e melhora a previsibilidade do fluxo de caixa.
O novo título de 10 anos passa a funcionar como “benchmark” para investidores globais, servindo de referência para operações de crédito corporativo em dólar realizadas por companhias brasileiras.
Coordenação da operação
A colocação será coordenada por um sindicato de bancos formado por HSBC, JPMorgan Chase, Banco Santander e Sumitomo Mitsui Banking Corporation. O resultado final da captação deve ser divulgado ao término do dia.
Histórico recente de captações
A última operação semelhante ocorreu em novembro, quando o Tesouro levantou US$ 2,25 bilhões com títulos de prazo intermediário e também realizou reabertura de um papel de 10 anos. A nova emissão reforça a estratégia de aproveitar janelas favoráveis no mercado internacional para diversificar fontes de financiamento.
Visão Bolso do Investidor
Emissões externas ajudam a formar referência para o custo de financiamento do Brasil no exterior e influenciam diretamente empresas que captam recursos em dólar. Para investidores, o sucesso da operação pode sinalizar confiança internacional na dívida soberana brasileira, impactando spreads de crédito, câmbio e custos de captação de companhias nacionais. Alongar prazos e diversificar fontes de financiamento tende a reduzir riscos fiscais no médio prazo.
Fontes: Reuters; InfoMoney
