The Economist avalia que Lula não deveria disputar novo mandato em 2026

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 31 de dezembro de 2025

Um editorial publicado pela revista britânica The Economist afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria concorrer a um novo mandato em 2026, citando a idade como fator de risco para a estabilidade política e institucional do Brasil.

Segundo a publicação, candidatos com mais de 80 anos, mesmo quando experientes e populares, representam “riscos elevados”. Lula tem atualmente 80 anos e, caso fosse reeleito, encerraria um eventual quarto mandato aos 85. O texto compara a situação ao caso do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que desistiu da reeleição em meio a questionamentos sobre idade e capacidade física.

O editorial reconhece que Lula atravessou um ano marcado por tensões institucionais e disputas internacionais, incluindo conflitos comerciais com os Estados Unidos, mas avalia que a centralização política em torno do presidente limita a renovação de lideranças no país.

A revista também menciona críticas às políticas econômicas do atual governo e recorda escândalos de corrupção ligados aos mandatos anteriores de Lula, apontando que esses episódios ainda pesam sobre a percepção de parte do eleitorado.

No campo da direita, o texto observa que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro abriu espaço para uma disputa interna por protagonismo político. Entre os nomes citados como possíveis alternativas está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, descrito pela revista como mais jovem, moderado e alinhado ao respeito às instituições democráticas.

O editorial conclui que as eleições de 2026 serão decisivas para o futuro político do Brasil e defende um processo de renovação, com a ascensão de novas lideranças capazes de equilibrar crescimento econômico, estabilidade institucional e respeito às liberdades civis.

Visão Bolso do Investidor

O debate sobre sucessão política e estabilidade institucional tende a ganhar peso à medida que o país se aproxima do ciclo eleitoral de 2026. Para investidores, o tema é relevante porque afeta expectativas sobre política fiscal, ambiente regulatório e previsibilidade econômica, fatores centrais para decisões de longo prazo.

Fontes: InfoMoney