Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 8 de novembro de 2025

A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, localizada na região Centro-Sul do Paraná, foi praticamente devastada por um tornado de categoria F3 na noite desta sexta-feira (7). De acordo com dados da Defesa Civil, cerca de 90% da área urbana sofreu algum tipo de dano estrutural. Até o momento, foram confirmadas seis mortes, duas pessoas desaparecidas e 432 feridos.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) informou que os ventos chegaram a 250 km/h, causando destruição em bairros inteiros, derrubando residências, silos, postos de gasolina e estabelecimentos comerciais.
Estado de emergência e ações de socorro
O governador Ratinho Junior afirmou que o governo estadual estuda decretar estado de emergência para agilizar o processo de reconstrução. Segundo ele, o impacto foi tão severo que “praticamente as pessoas hoje não têm onde dormir”.
“Nós já estamos preparando desde ontem à noite alojamentos para acolher as famílias atingidas”, declarou o governador.
Ratinho Junior ressaltou ainda que há décadas o Paraná não enfrentava um fenômeno com tamanha intensidade. “Nos últimos 30, 40 anos não tinha se visto um tornado com essa força. Silos gigantescos foram ao chão, e até prédios comerciais desabaram. Foi uma catástrofe sem precedentes recentes na história do estado”, afirmou.
Estragos e atendimento às vítimas
Equipes do governo federal e estadual foram mobilizadas para apoiar as vítimas e avaliar os danos à infraestrutura. O tornado causou colapsos estruturais, danos na malha viária e interrupção no fornecimento de energia elétrica em diversas áreas.
O hospital de Laranjeiras do Sul, cidade vizinha, ficou sobrecarregado com o atendimento de mais de 200 pessoas, sendo nove em estado grave.
Visão Bolso do Investidor
Desastres naturais como o ocorrido em Rio Bonito do Iguaçu reforçam a importância de políticas públicas voltadas à infraestrutura resiliente e gestão de riscos climáticos. Para investidores e gestores de patrimônio, eventos dessa magnitude evidenciam o peso do risco ambiental na economia regional — um fator cada vez mais relevante na avaliação de empresas, fundos imobiliários e planos de investimento sustentável.
Fontes:
- InfoMoney
