Trump anuncia captura de Maduro após ofensiva militar dos EUA na Venezuela

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 03 de janeiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas conduziram uma operação militar de grande escala na Venezuela, resultando na detenção do presidente Nicolás Maduro. Segundo Trump, Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados do país após a ação.

De acordo com o presidente norte-americano, o ataque ocorreu durante a madrugada e envolveu uma série de explosões na capital, Caracas, além de ofensivas em outros estados do país, como Miranda, Aragua e La Guaira. As ações teriam sido realizadas como parte de uma operação coordenada das forças dos Estados Unidos.

Informações da Associated Press indicam que ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo aproximado de 30 minutos. Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves sobrevoando a cidade e correria nas ruas durante o ataque.

Em publicação feita na rede social Truth Social, Trump declarou que “os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.

O presidente americano informou ainda que apresentará mais detalhes sobre a operação em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

Testemunhas ouvidas pela Reuters e imagens que circularam nas redes sociais mostraram explosões, aeronaves militares e colunas de fumaça preta em diferentes pontos de Caracas a partir das 2h, no horário local (6h em Brasília). Moradores também relataram queda de energia elétrica na região sul da capital, nas proximidades de uma importante base militar.

O ataque ocorre em um contexto de crescente presença militar dos Estados Unidos no Caribe. Em agosto, Washington enviou uma flotilha militar para a região e, desde então, realizou bombardeios contra quase 30 embarcações, com um balanço superior a cem mortes. O governo venezuelano afirma que essas ações têm como objetivo derrubar o regime do país.

Na terça-feira, dia 30, os Estados Unidos realizaram ataques contra mais três embarcações suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas em águas internacionais. A operação foi confirmada pelo Comando Sul, responsável por operações militares que abrangem do Caribe até o sul da Argentina. Segundo as Forças Armadas americanas, as embarcações navegavam em comboio.

Trump já havia declarado em novembro que poderia iniciar ataques terrestres na Venezuela e que havia autorizado operações da Agência Central de Inteligência (CIA) no país sul-americano. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre a ofensiva.

Antes do início das explosões, a Administração Federal de Aviação proibiu voos comerciais americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano devido à “atividade militar em andamento”. O aviso foi emitido pouco depois da 1h no horário da Costa Leste dos Estados Unidos, correspondente às 3h em Brasília.

O comunicado alertou pilotos comerciais e privados dos Estados Unidos de que o espaço aéreo sobre a Venezuela e sobre a ilha de Curaçao estava interditado por riscos à segurança de voo associados à atividade militar em curso.

O bombardeio teve duração aproximada de 30 minutos. Moradores de diversos bairros de Caracas relataram que deixaram suas casas e foram para as ruas durante a madrugada, enquanto algumas explosões puderam ser vistas à distância em diferentes áreas da cidade.

As ações militares ocorrem após Trump mencionar publicamente a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias de Nicolás Maduro no poder “estão contados”. Após os bombardeios, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, crítico do governo Trump, comentou o episódio em sua conta na rede social X, defendendo que a Organização das Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos se reúnam imediatamente para tratar da situação.

Visão Bolso do Investidor

O agravamento do conflito entre Estados Unidos e Venezuela adiciona um novo fator de incerteza ao cenário geopolítico global. Episódios dessa magnitude tendem a impactar mercados financeiros por meio do aumento da aversão ao risco, da volatilidade em ativos de países emergentes e de possíveis efeitos sobre preços de commodities, especialmente energia. Para investidores, movimentos militares e instabilidade política em regiões estratégicas costumam influenciar fluxos de capital, câmbio e decisões de política econômica, reforçando a importância de acompanhar o ambiente internacional na construção de estratégias de longo prazo.


Fontes:

  • InfoMoney
  • Estadão Conteúdo