Vendas de livros sobem quase 9% em setembro e mantêm ritmo de alta em 2025

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 06/10/2025

O varejo de livros no Brasil atravessa um período favorável e voltou a registrar crescimento em setembro. De acordo com o levantamento mensal que monitora as vendas do setor, foram comercializados 3,8 milhões de exemplares, resultado que representa uma alta de 8,95% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em valores, o faturamento passou de R$ 178,2 milhões para R$ 197,5 milhões, o que equivale a crescimento de 10,84% no comparativo anual.

Os números reforçam a sequência positiva iniciada no ano passado. Em 2024, o segmento encerrou com expansão de 8,43% no faturamento, desempenho que superou a inflação do período e sinalizou recuperação consistente da demanda. A trajetória se estende por 2025, com resultados favoráveis na maior parte dos meses.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o relatório aponta alta de 8,85% no faturamento e 7,72% em unidades vendidas. Em termos absolutos, isso significa a venda de 40,2 milhões de livros e uma receita total próxima de R$ 2 bilhões nesses nove meses, números que ajudam a sustentar a perspectiva de fechamento de ano positivo.

O recorte mensal mostra que o avanço não foi linear ao longo de 2025, mas a tendência geral permaneceu ascendente. Março foi a principal exceção do período, quando houve queda simultânea de unidades e de faturamento, antes da retomada observada nos meses seguintes.

O desempenho recente tem sido puxado por categorias que ganharam tração nas prateleiras físicas e no e-commerce. Ficção, títulos infantojuvenis e livros de colorir foram apontados como os segmentos que mais impulsionaram as vendas, em linha com a retomada do interesse por obras de entretenimento e com o consumo familiar.

As conclusões se baseiam no Painel do Varejo de Livros, pesquisa apurada pelo SNEL em parceria com a Nielsen, que acompanha, mês a mês, o comportamento de venda das principais redes e canais do setor. Na leitura de setembro, o painel voltou a evidenciar a combinação de aumento de volume e de receita, cenário que tende a beneficiar a cadeia editorial como um todo.

O balanço do sindicato que representa os editores é de otimismo moderado. A avaliação é que a sucessão de resultados positivos permite “comemorar a volta ao crescimento” e sustentar a expectativa de um fechamento de 2025 no azul, caso a dinâmica atual se mantenha na entrada do último trimestre.

Com a aproximação das datas promocionais de fim de ano, o setor observa a possibilidade de manter o fôlego recente. A continuidade da boa performance dependerá da resposta do consumidor, da oferta de lançamentos e da manutenção de preços competitivos nas livrarias e marketplaces monitorados pelo painel.

Em síntese, o retrato de setembro confirma a normalização do consumo de livros em patamar mais alto do que em 2024, com avanços simultâneos em volume e receita, apoio das categorias líderes e um acumulado do ano que consolida a recuperação do mercado editorial.


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