Votação esmagadora: Suíça rejeita taxação dos super-ricos

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 30 de novembro de 2025

A Suíça rejeitou neste domingo (30) uma proposta que criaria um imposto de 50% sobre fortunas herdadas acima de 50 milhões de francos suíços (cerca de R$ 332 milhões). O resultado foi contundente: 78% dos eleitores votaram contra o plano, uma derrota ainda maior que o esperado pelas pesquisas, que projetavam oposição próxima a dois terços do eleitorado.

O referendo era acompanhado de perto pelo setor financeiro, já que a medida era vista como um termômetro para avaliar o apetite da sociedade suíça por políticas de redistribuição de riqueza. O debate ocorre em um momento em que países como a Noruega elevaram tributos sobre grandes fortunas e outros governos discutem medidas semelhantes. A Suíça, conhecida por abrigar algumas das cidades mais caras do mundo, também tem observado crescente pressão popular relacionada ao custo de vida.

A proposta havia sido apresentada pelo braço jovem dos social-democratas (JUSOs), que defendiam que o imposto financiaria projetos voltados para a mitigação das mudanças climáticas. O grupo argumentou que, enquanto “os super-ricos herdam bilhões, o restante da população herda crises”. Já os críticos advertiram que a medida poderia provocar fuga de famílias abastadas do país, afetando diretamente a arrecadação e a competitividade suíça. Diante desse cenário, o governo recomendou aos eleitores que rejeitassem o projeto.

Visão Bolso do Investidor

A rejeição contundente ao imposto sobre grandes heranças mostra como a estabilidade fiscal e a competitividade ainda pesam fortemente nas decisões econômicas de países desenvolvidos. Para o investidor, o episódio reforça a importância de acompanhar como cada país trata temas como tributação, heranças e mobilidade de capitais, já que mudanças fiscais podem alterar estratégias patrimoniais no longo prazo. Mesmo em discussões que envolvem os super-ricos, o impacto tende a irradiar para toda a economia, afetando expectativas, investimentos e fluxos internacionais.

Fontes: Reuters